Category: poesia


Nanopoesias

by at 17:35 in poesia

Por motivos técnicos/ este poema vai passar em b a  i   x   a          v     e      l        o          c       i         d            a              d            e/ até parar na angústia de uma reflexão.

 

Estava com saudades de poetar aqui. Mas só tinha essa na cabeça, por enquanto.

P.S.: Continuarei mais tarde os relatos sobre a Fliporto. ;)

O amor da gente

by at 23:56 in poesia

o amor da gente

é meio revoltado

teme, pede, deseja bem fundo

aquilo que não se quer deixar pra trás

o outro, você.

ele mesmo, o amor.

e ele é diferente, em cada ser é singular

até porque é a gente que constrói o amor

lapida como quer, faz que tá perfeito

mas sempre tem do que se queixar

o amor nunca é suficiente

pois amor e dor não é só uma rima, é também um aprendizado

se conjugam mesmo sem ser verbo, pois é assim mesmo ação

e são de uma conjugação inexistente

a não ser dentro

de nós

de você

construa.

 

P.S.: Não creditei a foto porque é minha mesmo. Aliás, eu amo fotografar. Veja essas e mais fotos no meu flickr.
P.S.: Feliz dia do poeta!

Nanopoesias

by at 20:16 in poesia

Escolhas

Pra que voltar se tu já fosse?

 

Risco

Se eu visse a intempérie

ficaria lá.

Gosto do perigo.

 

Perguntas

O que seria da vida sem questões?

eu? você? ela? quem? não? sei?

P.S.: Só brincando de poetar. Estou com saudades de blogar sempre, muitas muitas.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não

by at 19:23 in poesia

Não é só por ele ser pernambucano. Tudo me levava à Manuel Bandeira. Pois, mesmo em outro tempo, ando pela Recife que ele tanto falou, e até mesmo na casa em que ele passou parte da sua infância, na Rua da União. Mas eu vim aqui falar de uma poesia específica, um amor que tenho há alguns anos.

Arte de amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

(Manuel Bandeira)

Alguns podem discordar do poeta, outros concordar. Eu me reservo há dizer que há contextos e contextos. O corpo, o físico, se entende porque não há segredo, de certa forma. Já as almas…haja mistérios! Para desvendá-los, é preciso de mais que desejo, de algo maior chamado vontade. Algo da alma. E eu entendo o texto como: não se pode buscar o amor no outro. O amor está dentro de você, e ele só lhe é dado na medida que você o cede a alguém. E isso, meu bem, depende do outro. E de você, indiretamente. Plantar, colher. Quem disse que poesia precisa ter interpretações exatas? Acho que nem pode. Porque as coisas exatas se explicam, mas as poéticas, não.

Tenho boas lembranças dessa poesia. Da minha melhor amiga escrevendo-a numa carta para mim. Não me preocupo em analisar, criticar, mas em senti-la. Com a alma.

P.S.: Na casa que Bandeira passou parte de sua infância morando com os avós, que falo no início, funciona o Espaço Pasárgada. O local serviu de inspiração para muitas poesias, como Evocação do Recife, e hoje há lá uma programação que o homenageia, assim como a alguns outros poetas locais. No aniversário do poeta, que é dia 19 de abril, geralmente há programações de homenagem. Eu fui lá apenas uma vez (e tenho que ir mais vezes, eu sei) e foi liiiindo. Imagine, sentir Bandeira. Sentir suas poesias mais lindas, inspiradas na Rua da União, da casa do seu avô, onde ele muito brincava. Está lá, a casa, linda linda. Se eu fosse vocês (que são de Pernambuco), iria lá. E quem não é, mais um motivo pra querer visitar, porque lá é muito amor!

Olha o Bandeira lá na frente do Espaço! <3