Livro x Filme: “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” #1

by at 00:15 in livro x filme

(Para você que nunca leu esse livro, esse post tem bastante spoiler. E se mesmo tendo lido, quer ter surpresa sobre cenas do filme, então melhor não prosseguir antes de assisti-lo. Mas assista, super recomendo!)

Não assisto taaantos filmes quanto algumas pessoas pra fazer posts comparação feito esse, mas me interessei depois do maravilhoso Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, do Marçal Aquino. Uma colega me falou que tinha o filme e eu assisti assim que terminei de ler o livro, e quis vir aqui falar um pouco deles, como uma comparação.

eu receberiaO filme, que é dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca, tem no elenco principal Camila Pitanga como Lavínia, Gustavo Machado como Cauby e Zecarlos Machado como Ernani. No início, não gostei muito de a Lavínia ser a Camila Pitanga. Nada contra ela, acho linda e boa atriz, mas não imaginava que ela pudesse abarcar toda a riqueza das múltiplas Lavínias (sabe como é, quando a gente lê a gente cria mentalmente os personagens e quase sempre os atores escolhidos não chegam nem perto de como imaginamos que seria). Mas ela conseguiu calar a minha boca: está incrível na pele da personagem, tão caleidoscópica quanto. Já o Cauby do filme é mais bonito do que na minha imaginação, e o Ernani é bem diferente da descrição do livro, fisicamente falando. Mas os três personagens foram muito bem-sucedidos, na minha humilde opinião.

Esse longa nos prende do início ao fim, com diálogos tirados do livro, fielmente. Só senti falta de algumas coisas, por exemplo: não passar a pensão, nem dona Jane, nem o Careca, nem o menino que escrevia a biografia deste – que aliás, era uma história de amor linda pra ser explorada secundariamente. Muito menos a o fotógrafo Chang e Cauby e Lavínia se conhecendo lá na loja de fotografia do chinês, o que seria lindo.

Apesar disso, as cenas prendem e emocionam muito. Também há a figura de Viktor Laurence, “amigo-mas-nem-tanto” de Cauby: uma criatura freak, culta, infiel e preocupada com a vida alheia.

O filme tem uma fotografia linda e tem fotografias lindas, de Lávinia, feitas por Cauby: do sensual ao vulgar. Gostei das locações, dos atores, e quase chorei em muitas partes do filme. Mesmo deixando um pouco a desejar porque ao meu ver (podia ter bem mais cenas, visto que o filme tem por volta de 1h40 de duração, podia ter mais, e assim ser melhor explorado), o longa é tão lindo e poético quanto o livro. Vale a pena! Leiam e assistam, façam favor! E se já assistiram, deixem aqui a sua opinião, vou adorar saber. :)

Sintam um gostinho do filme (pra ter ainda mais vontade):

Pequenas livrarias

by at 00:49 in livrarias

Parnassus Bookstore Grand Opening 11/19/11

Ann Patchett e sua Parnassus Books

Confesso: compro mais livros em grandes livrarias. Por facilidade, ou talvez apenas por hábito. Também por ser mais fácil de achar aquele título raro que poderia não ter em outra livraria de pequeno porte. Provavelmente, essa é uma opinião incompleta. Uma opinião de quem precisa conhecer mais as pequenas livrarias. Aqueles espaços mais aconchegantes, local de uma conversa direta entre vendedor e cliente, criando um espaço bem mais familiar que muitas outras que, por atender uma demanda muito maior de pessoas, não torna possível.

Passei a pensar mais nisso por causa desse artigo da Ann Patchett, que é uma autora americana de ficção e não-ficção já premiada com o Orange Prize e o PEN/Faulkner Award em 2002 por Bel Canto (livro de ficção que está sendo lançado pela Intrínseca nesse mês). Com o texto, fiquei sabendo que ela tem uma livraria independente em sociedade com Karen Hayes na cidade de Nashville, no Tenneessee, que foi criada quando Patchett percebeu que a última livraria da cidade tinha fechado as suas portas.

A Parnassus Books nasceu dessa vontade de fazer com que os moradores de Nashville tivessem essa interação diante da escolha de um livro. Num país em que a Amazon e toda e qualquer venda online tem mais vez, aquela recomendação pessoal de uma obra torna-se ainda mais rara e por isso mesmo, muito importante. E não: os ebooks não substituem o cheiro de um livro, e podem ser vendidos no site de uma livraria física também. Todos eles tem vez e, para Ann Patchett “é importante que as pessoas leiam, e não como leem”. 

Eis que eu me encantei com toda essa história e resolvi fazer algo para o blog, mas antes de tudo, para mim: mostrar as livrarias de pequeno porte da cidade em que moro e das mais próximas. Também daquelas que eu porventura eu venha a visitar em viagens. A caçada por lugares intimistas e convidativos para apreciar livros, trocar ideias e só aí, comprar, está apenas no início para mim. Já comecei buscando alguns endereços, e em breve vocês terão postagem da minha primeira parada. Sei que esse tour vai me ajudar muito, assim como trazer informações interessantíssimas pra vocês. 

Aguardem pelo que virá…estou desde já muito animada!

Lançamentos Intrínseca – Junho

by at 14:09 in Lançamentos

Eu já tinha trazido no post da 2ª Turnê Intrínseca algumas das novidades da Editora. Mas vim apresentar pra vocês os lançamentos de junho:

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O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman  A edição brasileira do novo romance adulto do autor de obras icônicas — como a série em quadrinhos Sandman, e os livros StardustDeuses americanos e Coraline — será a única no mundo a chegar às livrarias na mesma data que a edição norte-americana, em 18 de junho.

Sussex, Inglaterra. Um homem de meia-idade volta à casa onde passou a infância para um funeral. A construção não é mais a mesma, e ele é atraído para a fazenda no fim da estrada, onde, aos sete anos, conheceu uma garota extraordinária, Lettie Hempstock. Ao se sentar à beira do lago (o mesmo a que ela se referia como um oceano), o passado esquecido volta de repente. Um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino. (Já quero muitíssimo!)

O sinal e o ruído, de Nate Silver — O gênio que previu a eleição de Obama e desbancou analistas e comentaristas políticos de todo o mundo revela seus segredos na não-ficção O sinal e o ruído. Nate Silver já foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e seu blog já atingiu 20% do tráfego do site do New York Times.

Ter acesso à informação nunca foi tão fácil. Mas como identificar o que é de fato relevante em meio a um volume cada vez maior de dados? Em seu livro, Silver examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa.

Formado em economia, Nate Silver emprega um sofisticado sistema estatístico em um universo predominado por mera intuição e análises políticas muitas vezes inconsistentes. Seu sistema, que obrigará os demais analistas a se preocupar mais com probabilidade, pode ser aplicado em tudo: pôquer, xadrez, esportes e até no aquecimento global.

Bel Canto, de Ann Patchett  Agraciado com os principais prêmios literários do mundo, Bel Canto foi vencedor do prêmio Orange, do PEN/Faulkner Award e do National Book Critics Circle Award. A autora Ann Patchett, por sua vez, foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes de 2012 pela revista Time.

Na casa do vice-presidente de algum país da América do Sul, uma elegante festa de aniversário está sendo realizada. O homenageado é o Sr. Hosokawa, poderoso empresário japonês. Roxane Coss, soprano de fama internacional, fascina os convidados. É uma noite perfeita – até que um bando armado invade o local pelos dutos de ar-condicionado e torna todos os convidados reféns. O objetivo inicial era sequestrar o presidente, mas ele ficou em casa assistindo à novela. E assim, desde o início, nada sai como o esperado. No entanto, o que começa como um cenário de pânico e risco de vida evolui para algo completamente novo, com terroristas e reféns desenvolvendo laços inesperados e pessoas de diferentes países agindo como compatriotas. [Leia um trecho]

Ouro, de Chris Cleave — Sucesso absoluto de público e crítica, o novo livro do autor de Pequena Abelha disseca as escolhas que são feitas quando tudo o que se ama está em jogo. Em Ouro, Kate e Zoe são atletas no topo do ranking, lutando para vencer a última e mais grandiosa prova de suas vidas: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. No entanto, as amigas que se conheceram aos 19 anos também são grandes rivais. Com vidas marcadas pela tragédia, cada uma delas tem muito a perder, e as duas se veem diante do desafio de optar entre a família e a glória no esporte.

Kings of Cool, de Don Winslow — Autor aclamado de outros doze romances, incluindo Selvagens, que foi eleito um dos melhores livros de 2010 por renomados veículos de comunicação e chegou ao cinema com direção de Oliver Stone, Don Winslow, em Kings of Cool,volta no tempo para contar como Ben, Chon e O. se tornaram quem são.

Enquanto trava uma batalha contra traficantes de drogas e policiais corruptos, o trio de protagonistas descobre que seu futuro está intimamente ligado à história de seus pais. Uma série de voltas e reviravoltas obrigará Ben, Chon e O. a escolher entre a família real e a lealdade que têm um pelo outro. De Southern California nos anos 1960 ao passado recente, Kings of Cool é uma saga original sobre famílias, em todas as suas formas, com ritmo alucinante, provocativo e perversamente engraçado. [Leia um trecho]

Tigres em dia vermelho, de Liza Klaussman — A estreia inesquecível da autora Liza Klaussmann foi eleita o livro do mês da Amazon, em julho de 2012. Narrado a partir de cinco perspectivas, é um romance repleto de traição, paixão e violência, escondidos sob uma fachada de polidez e riqueza.

A Segunda Guerra Mundial acaba de chegar ao fim, e as primas Nick e Helena irão se separar pela primeira vez. Helena está de mudança para Hollywood, onde um novo casamento a espera, enquanto Nick embarca rumo à Flórida para se juntar ao marido. Para as duas, que cresceram passando os verões em Tiger House, a gloriosa propriedade da família na ilha de Martha’s Vineyard, aproveitando os dias quentes e as noites regadas a gim, o mundo parece cheio de possibilidades. Em pouco tempo, porém, Nick e Helena percebem que a realidade não corresponde a seus sonhos, e, com o passar dos anos, as viagens para Tiger House assumem uma nova complexidade. [Leia um trecho]

E mais:

No coração do mar, de Charlotte Rogan — Finalista do prêmio do The Guardian para livros estreantes, o romance de Charlotte Rogan foi eleito um dos melhores livros de 2012 pelos jornais The GuardianThe Independent The Globe and Mail.

No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. No entanto, uma misteriosa explosão afunda o navio e Grace se vê confinada em um barco salva-vidas com outras trinta e oito pessoas. À medida que o clima piora, os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder. Durante três semanas, os sobreviventes planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros enquanto suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque.

Vovó vigarista, de David Walliams — Com mais de 1 milhão de cópias vendidas somente na Inglaterra, as obras de David Walliams já lhe renderam o National Book Awards de Melhor Livro Infantil. Vovó vigarista, seu primeiro livro publicado no Brasil, ficou em primeiro lugar na lista do Children’s Book Chart e é ilustrado por Tony Ross, que já ganhou diversos prêmios na Europa e nos Estados Unidos.

Se você acha que toda vovozinha é igual, precisa conhecer a avó de Ben. Ela poderia se passar por uma senhorinha qualquer: é velha, usa um casaquinho lilás, faz palavras-cruzadas, obriga-o a comer repolho e a ir para a cama às oito horas da noite.  Ben acha tudo isso chato demais. Ou pelo menos achava, até descobrir que a coisa toda não passa de um disfarce: vovó, na verdade, é uma vigarista internacional, a ladra de joias mais procurada do mundo. Agora, juntos, eles vão planejar o maior roubo de todos os tempos. [Leia mais]

Um herói para WondLa (série WondLa  livro 2), de Tony Diterlizzi — Eva Nove está a bordo de uma aeronave rumo à cidade humana de Nova Ática. Ela tem certeza de que esse é o modo perfeito de começar uma nova vida ao lado de Andrílio, seu amigo cæruleano — em especial após a perda trágica de Mater, a robô que cuidava da menina desde seu nascimento. Contudo, como muitas outras coisas no planeta Orbona, as aparências enganam.

 

Façam suas escolhas e reserve um lugarzinho na estante (ou no leitor de e-books)! ;)

 

Informações e imagem do site da Intrínseca.

Resenha | Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (Marçal Aquino)

by at 02:49 in resenhas

lavíniaSabe quando você lê um livro e percebe que não sabe como viveu tanto tempo da vida sem ele? Isso foi o que senti enquanto o lia. Ele é desses livros pra ficar na cabeceira (pena que eu li o da biblioteca, mas comprarei em breve).

O romance se passa em uma pequena cidade do Pará, tomada pela mineração e por toda a máfia que a circundava, o que deixava um ar de constante insegurança. Narrado primordialmente em primeira pessoa por Cauby (outra parte do livro é narrada em 3ª, quando o foco passa para os personagens Ernani e Lavínia – mas essa é uma parte bem menor), um fotógrafo que vai nos guiando a perscrutar a história que não segue o tempo cronológico (é muito mais um tempo psicológico, que vai seguindo o fluxo de sua mudança), vamos adentrando no amor que ele sentiu por Lavínia (também fotógrafa, mas que curiosamente não gostava de fotografar gente). Lavínia era a mulher mais linda a quem ele já tinha visto e ao mesmo tempo, a mais caleidoscópica. Porque Lavínia é uma personagem cheia de nuances, de mistérios, e é como se fosse duas: ora lasciva, que através do sexo, faz Cauby se enredar cada dia mais em sua teia de sentimentos; ora culpada, fechada, irritada e depressiva. E ela consegue ser tudo, para ele e para o seu marido, Ernani. Para mim, essa resenha poderia se chamar também “Ode à Lavínia”: nunca em todas as minhas leituras me emocionei e me identifiquei tanto por uma personagem assim. Ela é tão apaixonante, tão forte e tão marcante que, sem perceber, já estava em mim e eu sentia como se fosse ela…como se eu tivesse entrado na narrativa em seu lugar, numa comunhão da ficção com a vida. Eu jamais tinha sentido isso e não achava ser possível.

Então Cauby começa a sua história pelo fim. Depois de todos os acontecimentos, ele narra tudo o que passou: essa é a dinâmica. O título da primeira parte do livro é arrebatador: “o amor é sexualmente transmissível”. No início, é uma frase que impacta, mas ao decorrer da leitura você vai entendendo o porquê da forte frase: foi assim mesmo que foi transmitido a Cauby esse sentimento por Lavínia. E a narrativa vai se transformando, emocionando cada vez mais, e sempre de maneira muito poética. 

Certamente, se Lavínia não tivesse o temperamento duplo, a loucura desenfreada, a lascívia, a culpa, a depressão, todas essas coisas boas e ruins, prazerosas e dolorosas que mexem com a vida do ser humano, talvez se tudo fosse diferente, a história não teria tanto valor. Cauby se apaixonara, na verdade, por uma parte dela, mas aceitara o resto. Era o pacto feito ao passar do início de um relacionamento, da paixão que nada sabe sobre o outro, e  que mesmo assim o quer de forma exacerbada. Mas Lavínia é casada com o pastor Ernani, e não deixa  o marido mesmo estando com Cauby. Ela é o que chamo de espírito livre: não se importava de ser flagrada, era leve quando (pelo menos se pensarmos num discurso normal da sociedade) deveria sentir culpa. Era como se não tivesse consciência das coisas.

Ernani, o seu marido, um pastor que era muito querido pelos dirigentes da sua igreja e pela população de fiéis da cidade, já tinha visitado muitos lugares, acompanhando a construção de novos templos, que expandia cada vez mais a igreja. E amava, também, Lavínia. E os dois, mesmo com discursos diferentes, mostravam o seu amor por ela. O que ela não sabia fazer com tanta desenvoltura.

cauby

Os personagens secundários,  mesmo assim sendo, são primordiais na história, no paralelo que Cauby vai traçando entre os depoimentos de vida deles com as histórias que vai lembrando ter vivido com Lavínia. O careca e sua Marinês, um amor diferente do de Cauby e Lavínia, mas mesmo assim lindo e poético, embora não muito feliz. Esse saudoso senhor de idade passava a vida contando uma história que tinha, claro, alguns mistérios, os quais ele deixava para si. O garoto, que o ouvia repetidas vezes narrando o que já lhe ocorreu com relação ao seu grande amor, se envolveu de uma forma ímpar com a sua vida. O Viktor Laurence, o fotógrafo Chang, os dois curiosos, perspicazes, dão as cartas de muitos acontecimentos que permeiam Cauby e Lavínia. Dona Jane, a bondosa dona da pensão que é uma mulher forte, que passa pelas agruras da vida. Cada um desses personagens contribuindo ricamente no fio da narrativa principal, que não seria nada sem o todo, ou seja, sem eles.

careca

Voltando à Lavínia: a mim ela não era louca. Era, como já disse, livre. Amargurada também, com certeza. Mas intensa, no bom e no ruim, com um olhar que a Cauby, ao seu marido e a todos parecia poesia. Tinha beleza infinda e era dessa forma que era notada. Era Ariel e Caliban…era tudo o que sabia e o que ainda nem tinha descoberto nas entranhas dos seus medos. 

A história é linda, triste, sublime, e o que costura todos os fios é apenas uma palavra, quatro letras: amor. Mas esse amor é tão complexo que precisa ser visto de várias perspectivas, de óticas diferentes. É norteado por trechos da leitura do livro de Schiamberg, um tal de filósofo sobre o amor (e é fictício, o que mostra e muito a genialidade do autor). E um relato honesto: Cauby é simples, o amor deles é que é complicado. E em meio a guerras políticas, antigas vinganças, se desenrola a vida deles. Uma leitura que te envolve muito, seriamente. Por isso, eu dei cinco estrelas para ele. Perfeito, perfeito, perfeito. Uma vez que esse livro exista, não se pode viver sem lê-lo ao menos uma vez(E sei que tem o filme com a Camila Pitanga, vou procurar pra assistir. Prometo que depois faço um post pra vocês com as comparações que me forem possíveis fazer).

P.S.: Esse livro é a escolha de junho do Clube do Livro Penguin – Cia das Letras, do qual eu já falei pra vocês na resenha do livro da última discussão. Na segunda-feira (03/06), me encontrarei com o grupo pra discutir essa leitura do Marçal…e quero muito ler mais obras dele, pois essa escrita é incrível!