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Paixão pelas cartas

by at 00:05 in escrever

Imagem We Heart It

Eu adoro tecnologia. Agradeço a ela por me possibilitar fazer tanta coisa em tão pouco tempo, inclusive conversar com pessoas que amo. Mas essas conversas rápidas e por vezes superficiais não suprem certas necessidades, certos prazeres.

Me chame de antiga (ou vintage, pra seguir a moda), mas eu gosto de escrever e receber cartas. Há algo de muito humano nelas. É sua letra que vai no papel, e não a tinta da impressora. É papel, não é a tela de um computador, celular ou tablet. Dá pra tocar e sentir que a outra pessoa também tocou ali, e há muito dela naquele papel. Naquelas palavras, mesmo que em letras que não sejam tão bonitas ou não tão arrumadas. Talvez até seja mais sincera se for assim.

Se preocupar com o papel de carta, com as palavras dirigidas àquele que vai recebê-la, com o ritual de colocar no envelope, escrever os dados do remetente e do destinatário, ir ao correio para enviar. Nessa realidade louca, poucos são os que tem paciência pra isso. Mas a desculpa de não ter tempo não funciona para nada que você queira realmente. E vale a pena perder esse tempo, se é que isso é perder tempo. Acho que a palavra certa seria investir tempo. O resultado compensa.

E é legal depois rever aquelas cartas todas na minha caixinha, e relê-las. Como é bom revisitar cada momento, cada confidência, cada revelação. Saber que aquilo foi vivido intensamente, e ficará para sempre registrado. Seja na finitude dos papéis de carta ou na infinitude da memória, isso fica para sempre. E vale mais do que mil mensagens na inbox do facebook.

E peço licença a vocês pra ir escrever uma cartinha pro meu amigo Tiêgo agora…

I Concurso de Contos de Halloween do Despindo Estórias

by at 20:27 in contos

Doces e travessuras: o halloween de Ana

Era a noite de pedir doces na cidade de San Francisco. Ou travessuras. Ana não queria ser apenas aquela que seguia as tradições: queria os dois.

E ela, que não acreditava em sobrenatural, gostava desse costume de sair pelas portas se divertindo com os seus amigos (e ganhando calorias com os doces, como ela poderia esquecer disso sendo uma menina de 15 anos mega vaidosa?).

Ana morava apenas com a sua mãe, pois nunca conheceu o seu pai. Estudava numa escola pública na cidade em que vivia e estava no final do ensino médio. Mais um pouco ela ia estudar o que queria, mesmo sem saber o que. Era alta, magra e tinha longos cabelos loiros. Seu rosto era cheio de sardas que ela se recusava a esconder com maquiagem, pois achava que lhe dava um tom sombrio. A única maquiagem que seu rosto via era um batom cor de vinho. Ela tinha um colar de abóbora e o seu porta-trecos na sua escrivaninha era um caldeirão, mas até aí era uma garota normal.

Conseguiu, na noite do 31 de outubro, doces e mais doces. E embora ela e seus amigos não precisassem de travessuras, eles não iam deixar isso por menos. Claro que não podiam aprontar nada com os donos das casas que tinham lhes aberto as portas com um sorriso no rosto e um pote de doces para eles pegarem o quanto quisessem e coubessem em suas mãos. Mas Ana, junto com seus amigos Mel e Renato, tinham uma imaginação além. E foram ao cemitério da cidade.

Ao chegar lá, uma névoa cobria os corredores e o frio era intenso naquele outono já em prenúncios de inverno. Os três amigos pararam um pouco para observar o silêncio. Era tanto que o movimento dos pés deles sobre as folhas secas no chão se tornava um barulho ensurdecedor. No mais, eram só lápides e mais lápides de pessoas importantes ou nem tanto. Votos de amor, flores secas, velas apagadas, uma verdadeira procissão de sentimentos que não se apagaram nem morreram, ao contrário das velas e das flores. Cores frias numa vegetação seca de amores enregelados. E assim por minutos eles permaneceram paralisados, observando.

Depois de dar por conhecido o terreno, eles adentraram ainda mais naquele mar de lápides, morte e cadáveres. Mas não havia medo, pois o que eles poderiam fazer? Afinal, estavam todos ali mortos, não é mesmo? Exceto eles.

Mas de repente, havia uma luz no fim do cemitério que luzia tão forte e tão infinita que quase cegava. Aos poucos, ela foi se estabilizando e ficou iluminando como se um globo transparente a tivesse “segurado”. E uivos foram ouvidos, como se fosse alguma criatura chorando. Quem seria? O que seria isso? De onde vinha aquela luz?

 

(continua amanhã)

 

Escrevi esse capítulo do conto para me preparar: já já é halloween e quem me conhece sabe o quanto eu amo essa data! Para quem está chegando agora ou é leitor há pouco tempo, eu fiz uma blogagem coletiva sobre o tema, como vocês podem ler aqui, que tinham poucos participantes, que eram blogueiros e amigos (alguns dos quais o blog já foi desativado, uma pena pois amava muito lê-los). Mas enfim.

Esse ano eu resolvi fazer diferente e promover um concurso de contos de Halloween. O que acham? Se liguem no regulamento abaixo:

1. Tem que ter blog, afinal eu não queria deixar as origens de blogagem de Halloween!

2. Escrever um conto de terror com a temática do Halloween no seu blog do dia 23 (terça-feira) até dia 31 de outubro (quarta-feira). Aposte na criatividade e no suspense. ;)

3. Curtir a página do Despindo Estórias no Facebook.

4. Preencher todas as informações pedidas nesse formulário (deixar de responder alguma é fator desclassificatório).

5.  Será levada em conta a criatividade e originalidade, assim como adequação ao gênero.

6. Prestem também atenção na grafia das palavras ok? É fator desclassificatório também.

7.Os textos serão julgados por mim e mais três pessoas: a Ana Ligia, o Edwin e a Renata (logo apresento eles aqui). Para cada texto, cada um de nós dará uma nota, e depois tiraremos a média. A partir dessas médias, formaremos o ranking.

8. O melhor texto será premiado com o livro Contos de terror do Tio Montague, do Chris Priestley (se não conhece o livro, leia resenhas sobre ele no skoob). E caso perguntem: não tenho parceria com nenhuma editora, é apenas um presentinho meu para o vencedor! Ah, e tem que ter enderço de entrega no Brasil, ok?

9. Ah, e o resultado sairá no dia 10 de novembro, aqui mesmo no blog e na página do facebook, então fiquem ligados!

1. Tem que ter blog, afinal eu não queria deixar as origens de blogagem de Halloween!

2. Escrever um conto de terror com a temática do Halloween no seu blog do dia 23 (terça-feira) até dia 31 de outubro (quarta-feira). Aposte na criatividade e no suspense. ;)

3. Curtir a página do Despindo Estórias no Facebook.

4. Preencher todas as informações pedidas nesse formulário (deixar de responder alguma é fator desclassificatório).

5.  Será levada em conta a criatividade e originalidade, assim como adequação ao gênero.

6. Prestem também atenção na grafia das palavras ok? É fator desclassificatório também.

7.Os textos serão julgados por mim e mais três pessoas: a Ana Ligia, o Edwin e a Renata (logo apresento eles aqui). Para cada texto, cada um de nós dará uma nota, e depois tiraremos a média. A partir dessas médias, formaremos o ranking.

8. O melhor texto será premiado com o livro Contos de terror do Tio Montague, do Chris Priestley (se não conhece o livro, leia resenhas sobre ele no skoob). E caso perguntem: não tenho parceria com nenhuma editora, é apenas um presentinho meu para o vencedor! Ah, e tem que ter enderço de entrega no Brasil, ok?

9. Ah, e o resultado sairá no dia 10 de novembro, aqui mesmo no blog e na página do facebook, então fiquem ligados!

 

Ah, e amanhã eu continuo o meu conto! ;)

Depois das férias…

by at 15:07 in férias

Voltei pra casa mais leve, sabendo mais como lidar com certas coisas. Porque tudo continua quase igual quando a gente volta. Mas eu precisava. Precisava desse tempo pra mim, que não tinha desde que passei no vestibular. Esquecer um pouco do dia a dia, descansar e encarar tudo de longe, ver o que dali pode ser modificado. E voltar. É bom, é ruim, é igual era antes, é diferente. Tudo muda e ao mesmo tempo tudo permanece. Assim mesmo, confuso. Mas o modo de lidarmos com cada situação se renova.
Eu precisava desse tempo mesmo. E foi bom. Voltei com energias renovadas, sabendo que não tá perfeito (e nunca vai ficar, né), mas sempre pode melhorar.
Tô feliz e alerta, querendo acertar mais. Mas se errar, aprenderei a não fazer mais adiante. Sem grandes cobranças.

P.S.: Era só um desabafo. Ainda vou falar um pouco da viagem por aqui.

Presentes do meu Natal

by at 00:30 in amizade, natal

Todo Natal nos vemos com várias mensagens de reflexão, como a música da Simone (que eu me recuso a linkar porque todos já estão cansados de saber qual é). Muitos correm pra comprar vários presentes, participar de mil confraternizações, e não atentam para o real sentido da coisa. Essas festividades de fim de ano buscam antes de mais nada promover a união, mostrar que sim, o ano foi difícil, a vida é difícil e continuará sendo, mas tem muitas alegrias. A maioria delas por causa da nossa família e dos amigos que, claro, não deixam de ser parte da nossa família também, pois normalmente partilhamos com eles vários momentos decisivos.

2011 foi um ano pra selecionar amizades, e como foi. Já comecei o ano me isolando de algumas pessoas, mas ao mesmo tempo estudando a minha conduta e o que eu poderia melhorar nela. O primeiro semestre foi muito sofrido, eu me sentia sozinha e não me abria muito com ninguém. Me isolei quase de todo mundo mesmo, e mesmo quando estava junto, a mente estava longe. Desconfiada do que poderia acontecer. Chorava por nada, ria pouco, meio depressivo mesmo.

No segundo semestre também fiquei triste porque uma grande amiga minha (acho que a única que estava no primeiro semestre igual como sempre foi) mudou de horário, e por um tempo eu me senti muito sozinha. Mas já com uma energia melhor, queria encontrar meu lugar, mas sempre tive medo de ser aceita, embora não pareça. Tive medo de pisar firme em certos terrenos e em alguns, ainda bem que tive medo, pois acabaria pisando em areia movediça.

Porém, como toda tristeza um dia acaba, e você acaba achando seu lugar, eu achei pessoas que pensam como eu. Pessoas que não precisam estar jogando dinheiro no lixo pra se divertir, que se contentam com o que há de mais precioso: a amizade. E realmente, pra viver feliz não precisa de muito. E como já disse a um deles, eu sei viver sem eles sim, só acho que é mais divertido e leve na presença deles.

Talvez nem eles dois saibam que eu passei por isso tudo, mas já passou. E se a vida guardava esse presente pra mim no final de tudo, digo que valeu a pena cada tristeza, pois agora saberei cuidar bem desses tesouros. Amo vocês, Renata e Valmir! Espero que tenham gostado da minha singela homenagem e tenham um feliz Natal! :D

A foto não tá numa resolução muito boooa, mas vejam meus queridos! E Feliz Natal pra vocês também, leitores queridos!