Confesso que eu andei comprando e ganhando muitos livros nos últimos meses, seja de amigos ou das parcerias que tenho com editoras. Mas, como o hábito de ler cada vez maior (tá, não sou devoradora de livros como quem lê uns 10 livros por mês, mas para minha média, já estar lendo o 7º desse ano é muito significativo), comprar/ganhar livros nunca é demais.
Então, nessa tag que eu já tinha anunciado, mas não tinha começado ainda, vou mostrar pra vocês alguns livros de ficção que eu estou desejando muito. Lá vai a primeira lista, que tá até modesta (milagrosamente):
Cada homem é uma raça (Mia Couto)
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2013
Depois de dois livros lidos do autor, eu quero é ler mais e mais. Virou paixão literária, nunca tive tanta identificação com um autor como tive com o Mia. E eis que ele lança esse novo livro de contos pela Companhia das Letras. Possui 11 contos e estou louca para ler e degustar cada um deles. A poesia na prosa de Mia vai sempre me apaixonar. E nesse livro já começou a me apaixonar pelo título.
O Teorema Katherine (John Green)
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Achei a sinopse curiosa e também estou querendo ler algo diferente do que normalmente leio. E o John Green parece ser super interessante pelo que falam, além da proposta desse livro ser muito original: não é nada usual o personagem central criar um teorema para saber qual será o final de todos os seus relacionamentos com “Katherines”. E por isso mesmo deve ser muito instigante.
Lolita (Vladimir Nabokov)
Editora: Alfaguara
Ano: 2011 (ano dessa edição, mas o livro original data de 1955)
Já faz um tempo que eu tenho curiosidade de ler esse livro. Vi ótimas críticas, e não é uma literatura do “politicamente correto”, e justo por isso choca a muitos. Não ligo. Literatura é literatura, ainda mais ficção. E fora a história da fixação do Humbert Humbert pela Lolita, vi muitos elogios à linguagem do autor. Preciso tê-lo pra ler o quanto antes.
2666 (Roberto Bolaño)
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2010
Estou lendo As agruras do verdadeiro tira, também do Bolaño, e é tão bom, diferente, inquietante, incrível que eu já estou pensando no próximo que lerei, e pode ser esse – até por um ter relação com o outro. E esse conquista muito pela capa, e também por ter certa ligação com o que eu estou lendo. Não vou falar d’As agruras ainda aqui porque o resenharei assim que terminar de ler, me aguardem!
Por enquanto é só! Quero outros livros, mas não tão urgentemente, ou não os coloquei aqui porque já estão a caminho! Acompanhem as minhas leituras e em breve tem mais novas tags aqui no blog.
O ano de 2012 foi um ano de leituras muito boas para mim. Quebrei alguns preconceitos, li alguns livros de autores que tinha vontade fazia tempo, escolhi um livro pela capa (e não errei na escolha), mudei alguns hábitos, criei outros. E vim aqui para dividir com vocês o melhor de tudo o que eu li, para que você leia também (e se já leu, os comentários estão aí para a troca de experiências leitoras entre a gente). – Esse meme foi inspirado no que a Taryne publicou no ano passado em seu blog, mas modifiquei algumas categorias e adicionei outras.
Antes de tudo, vamos à lista dos livros que li nesse ano:
Bocas do tempo (Eduardo Galeano) – Persuasão (Jane Austen) – Orgulho e Preconceito (Jane Austen) – Marina (Carlos Ruiz Zafón) – Cinquenta tons de Cinza (E.L. James.) – Coralice, a menina que escorregou do céu (Ceci Calado – minha amiga querida e super escritora!) – A arte de amar (Ovídio) – Utena (mangá da JBC) – Poesia na varanda (Sonia Junqueira) – Toc 140 ano I – Toc 140 ano II (Esses dois do TOC 140 são do concurso de poesias de twitter da Fliporto, sobre o qual eu falei aqui) – A confissão da leoa (Mia Couto) – esse livro eu ainda estou lendo, tô quase na metade e amando! – e mais mil e um livros infantis que li para o estágio e não vou me lembrar nem da metade.
Vamos às categorias:
Melhor casal
Quase que eu tirava essa categoria, mas desisti quando lembrei do casal mais apaixonante do meu ano: Anne Elliot e Frederick Wenthworth (Persuasão – Jane Austen), que enfrentam a dificuldade de passarem um longo tempo separados, pois Anne foi persuadida a não ficar com ele…mas eles conseguem ficar juntos da maneira mais linda possível, sem nenhum perigo de ela ser persuadida novamente, a não ser pelo amor que sente por ele. De chorar lendo.
Trecho mais marcante
Não consegui escolher apenas um. Aí vão meus três preferidos:
“Nada de referências a livros. Os homens tiveram todas as vantagens contra nós, ao contarem sua própria história. Tiveram sempre uma educação muito superior; a pena estava sempre em suas mãos. Não admito que os livros provem coisa nenhuma.” (Persuasão, Jane Austen)
“No final da década de 1970, Barcelona era uma miragem de avenidas e becos, onde, só de cruzar a soleira de uma portaria ou de um café, uma pessoa poderia viajar para trinta ou quarenta anos antes. O tempo e a memória, a história e a ficção se fundiam como aquarelas na chuva naquela cidade feiticeira. Foi ali, sob o eco de ruas que já não existem, que catedrais e edifícios fugidos de alguma fábula tramaram o cenário desta história.” (Marina, Carlos Ruiz Zafón)
“- Não deixes de vir ao hospital, por favor. O teu irmão não tem mais ninguém.
- Tens que deitar fora a minha carta.
- É o que farei.
- Foi uma grande asneira ter confessado o meu sentimento. Não o devia ter feito. Agora, devolve-me a carta.
- É minha. Não sou eu a dona de tudo?
Um ano depois, Luzilia caminha à minha frente, confirmando o seu estatuto de dona da minha alma, proprietária do mundo.” (A confissão da Leoa, Mia Couto)
Soco no estômago
Marina, de Carlos Ruiz Zafón. É um livro lindo, mas perturbador. Difícil não se envolver com o elemento fantástico meio aterrorizante nos bonecos de madeira assassinos, produzidos com perfeição; com a figura misteriosa de Mijail Kolvenik; com amores que foram impedidos pela força dos acontecimentos; e com a maturidade da jovem Marina, que por meio de palavras doces (aprendidas em momentos não tão doces) apresentava o mundo a Óscar, um menino que antes se via praticamente encerrado em seu quarto no internato. Perfeito, mostra que em cima da dor se pode construir muito.
Decepção do ano
Cinquenta tons de Cinza. Eu não desgostei do livro totalmente, como falei na resenha do livro que fiz assim que terminei de ler. Mas é que livro bom pra mim é um conjunto: imagens que as metáforas trazem, história, amarração de cada fato, linguagem…e o livro simplesmente está longe de ter esse casamento. Sem contar que a história só me conquistou mesmo no final. Mas desse ano, ele é a decepção. Até disse na resenha que fiquei curiosa pra ler as continuações, mas sabe…pra ter a mesma sensação, prefiro ler os livros maravilhosos que eu comprei e ganhei.
Aventura, fantasia ou infanto-juvenil
Coralice, a menina que escorregou do céu (Ceci Calado). O livro é destinado ao público infantil, mas é uma leitura mágica também para adultos (já fiz uma resenha sobre ele aqui no blog). Traz reflexões diferentes, claro, para cada faixa etária. Todo mundo depois de ler fica se perguntando como foi que escorregou do céu…
De cabeceira
Bocas do Tempo, do Eduardo Galeano, sobre o qual também já falei aqui. Como o livro é composto de pequenos textos, algumas noites eu lia algum (ou alguns) antes de dormir. A linguagem maravilhosa de Galeano vai te absorvendo e mal você consegue parar. Um livro pra vida inteira, com certeza.
Clássico do ano
Como defensora da leitura de clássicos que sou, não poderia deixar de escolher um. E acho que foi o único clássico que eu realmente li com vontade nesse ano, sem ser imposição da faculdade. Falo de A arte de amar, do poeta Ovídio. Trata-se de uma obra que ensina sobre a sedução, mais do que sobre amor. É dividido em três volumes: no primeiro e no segundo, ele ensina ao homem como conquistar e manter a mulher que ele quer, pois sim, há certo método no amor. No terceiro, ele ensina a mulher a como se deve atrair os homens. O livro é muito bom, brinquei até que era um tutorial à moda antiga. E ele dá uma dose de realidade aos relacionamentos que funciona até hoje. Gostei muito. E digo mais uma vez, deem chance aos clássicos, vocês se surpreenderão.
Bate-bola de personagens
Personagem masculino apaixonante: Óscar Drái, de Marina (Carlos Ruiz Zafón).
Personagem feminina admirável: Hanifa Assulua, de A confissão da leoa (Mia Couto)
Personagem mais chato: Anastasia Steele, de Cinquenta tons de cinza (E.L. James)
Personagem mais legal: Anne Elliot, de Persuasão (Jane Austen)
Personagem mais perturbador: Mijail Kolvenik, de Marina.
Personagem que mais me identifiquei: Katherine Kavanagh, de Cinquenta tons de cinza.
Melhor livro
Acho que o livro que mais me marcou, foi (pra alegria da minha prima Aliny e de muitos outros que gostam da autora) Persuasão, da Jane Austen. A história me envolveu muito, por isso ela se repetiu tanto em menções aqui na retrospectiva e em outros posts aqui do blog.
E vocês? Gostaram das minhas escolhas? O que vocês leram em 2012? Conta aí nos comentários!
No ano de 2008, uma amiga minha me falou sobre uma cantora muito boa que estava começando a aparecer na mídia, e perguntou se eu nunca tinha ouvido. Era a Duffy. Eu não sabia que uma leve indicação ia se tornar o que se tornou.
Tempos depois, eis que eu, já ouvindo muito o Rockferry, ganhei o cd de uma pessoa que na época era bastante especial para mim. Então o cd tinha tudo para ser mágico. Eu sempre gostei de boas vozes, letras tristes, que gritassem o que tinha na alma, e Duffy tinha muito disso. Ouvia Warwick Avenue, estivesse eu triste ou feliz. Mas se tivesse triste, chorava tal qual ela naquele clipe tão em clima de despedida. Tão da alma, tão lindo. E era assim também com Stepping stone, falando sobre amores que não seriam (e realmente, não foram, rs. Sábia Duffy.). Hanging on too long, que também está no rol das minhas preferidas do cd, parece ser lamentos também sobre algo que não deu certo. E assim sucessivamente, como se fosse a alma gritando ao fim (ou nem começo) de um amor, mostrando que sim, a tristeza faz lindas músicas surgirem, escritas e cantadas pela Duffy. E sim, eu já era fã. Eu poderia citar todas as músicas desse cd, que todas tem alguma importância para mim.
Veio o Endlessly, em 2010. Duffy já me encontrou em outra fase bem diferente da minha vida. E ela também estava, pois já notei que a sonoridade desse disco era um pouco diferente. A mesma voz forte e linda de Duffy dá voz a canções mais pop como My Boy, Keeping my baby e Lovestruck (essa última, uma das minhas preferidas desse cd). Por mais que o ritmo tenha mudado, ela não. Mesmo em roupas sexy como no clipe de Well, well, well ela não foge à sua essência de músicas sobre amor ferido, pois mesmo quando são sobre um amor realizado, algo não vai bem (como a letra de Lovestruck faz suavemente parecer).
Deixo para o final a música que fecha esse cd e vai fechar também o meu post. Uma reflexão um pouco maior, foge um pouco das outras por não falar de um amor, mas da vida e dos seus desafios. Hard for the heart é uma chave perfeita para o fim do meu post e para dizer: quero mais músicas, quero mais cds. Acho que esse amor ainda vai bem longe.
Para finalizar, alguns vídeos:
Difícil não se deixar apaixonar por uma voz assim.
Estou com saudades de falar da Amy Winehouse aqui. E já que falei sobre ela há pouco tempo, na data do seu falecimento, resolvi fazer isso de um jeito diferente.
Achei vários covers legais de Rehab, o hit mais badalado da Amy, lá no youtube. E venho compartilhar com vocês os que mais gostei.
A voz da Haylen tem uma pegada romântica, e ficou muito legal o voz e violão!
Essa versão da Terra Naomi, também acompanhada de violão, e esse, pra mim, é um dos melhores covers. (Gostei muito na Terra Naomi. Podem aguardar post sobre ela aqui no blog).
Cover ultrapop do Frankmusic, parece até outra música! Mesmo assim, gostei bastante.
Esse é apenas instrumental, no piano! É meu instrumento favorito, e gostei muito.
Para terminar, esse cover que parece bastante com o original – com direito aos músicos batendo palminhas e tudo.
Foi mais uma maneira que encontrei de homenagear minha diva eterna, e ao mesmo tempo dando vez a novas vozes. Espero que tenham curtido!