Bom, quem assiste BBB sabe que sempre tem pegação na casa. Quem me conhece, sabe que fazia um tempo que eu não assistia o programa, mas depois de algumas semanas desse, não resisti e comecei a assistir. E mais uma vez, me deparo com uma realidade de pensamento que não é só de lá, mas da maioria das pessoas.
Por que todo homem (leia-se Jonas, nesse caso) que fica com várias é o “fodão” e a mulher (leia-se Renata), é galinha? Não, não vou dizer que a Renata é coitadinha, ou que é boazinha. Mas ela é adulta, sabe o que quer. Ou não. Sabendo ou não, a vida é dela e ela que decida como agir. Só que é patético inclusive as mulheres, que deviam abominar tal classificação, engrossando o caldo dos machistas. Tá, é claro que reputação é importante pra trabalho, pra vida e tal, eu não estou desconsiderando isso, mas denegrir uma pessoa porque ela fez tal coisa. Gente, cadê a famigerada liberdade?
P.S.: Não podia deixar de comentar isso. E pra piorar, vi um programa religioso falando sobre periguetes. Sempre, sempre as mulheres. ¬¬
Estava assistindo a transmissão do show dos Red Hot Chili Peppers no Rock in Rio quando eles começaram a cantar Dani California. E eu lembrei que há anos atrás, mais especificamente em 2006, esse que era o primeiro hit do cd duplo Stadium Arcadium estava nos topos das paradas mundiais, e consequentemente, nas do Brasil também.
Nem faz tanto tempo, mas as coisas mudaram muito rápido. Hoje, há uma profusão de músicas pra balada nas rádios, e o rock, cadê?
Não que eu não goste de Rihanna, Shakira e vários outros ídolos do pop. Não que eu não ame hits de balada. Mas, gente. TUDO demais cansa. E hoje tudo que é cantor na rádio canta música desse estilo! E nem é só isso. O espaço das rádios antes era pra bandas consagradas e realmente boas. Hoje qualquer Restart tá fazendo sucesso em rádios! isso já não é mais tão verdade! É uma triste constatação.
Saudade da época em que os cantores, pra fazer sucesso, tinham que ter um algo mais, e mesmo seguindo certa fórmula, ainda tinham estilo próprio. Hoje é tanto feat. não sei quem lá… são músicas que divertem, mas passam rápido: não marcam sua vida.
Balada é massa, música de balada também. Mas tudo tem a sua hora e o seu lugar. Mas o tempo todo, na rádio, é uma monotonia imensa, o inverso do que músicas animadas deviam trazer é melhor pôr um cd e ficar numa boa mesmo. E tenho dito!
Há momentos em que duvidamos de tudo, inclusive da vida. Tudo parece que vai dar errado de uma vez só. E quanto mais se pensa nisso, mais ruim fica. Mas mesmo essas pessoas que passam por isso têm tudo para serem felizes. A questão é que por mais que você tenha dores, reclame, chore, se arrependa, você tem momentos memoráveis, embora geralmente não saiba identificá-los no presente. Mas vamos fazer uma reflexão. Volte pro passado. Sim, para aquele momento que você amou viver, que te arranca lágrimas de alegria até hoje, quando você se lembra dele. Ainda duvida que foi e é feliz?
Se é assim, deve-se viver bem o presente. Carregar a bagagem de vida com uma energia boa – embora pareça querer acabar às vezes, lembre-se de que você é forte e prossiga, pois as quedas não fazem do seu caminho indigno nem menos feliz – só te traz mais felicidade. E por mais que você não note no momento, olhando para trás você saberá que foi feliz. Então viva intensamente.
E o conceito de felicidade cunhado por toda a sociedade? Que ser feliz é ter tudo bem sempre, sem grandes atropelos. Que ninguém é feliz, que não existe felicidade. Realmente, se felicidade fosse isso, não existiria mesmo.
Mas pergunte às pessoas que são felizes se a vida delas é perfeita? Não. Se elas vivem com muito dinheiro? Nem sempre. Outra coisa que nada têm a ver com felicidade: dinheiro. Dinheiro pode ter a ver com segurança, conforto, uma série de coisas, mas entre elas não está a felicidade. Você pode ter dinheiro para ir a Paris quando quiser, mas ter uma grande solidão dentro de si. Ser depressivo, compulsivo, ou algo do tipo. Ir pra baladas em si também não traz felicidade. Você pode se encontrar com “amigos” que, se você resolver sair desse nicho, mal lembrarão que você existe. Você pode estudar muito, viajar muito, se vangloriar muito e no fim do dia estar vazio. Independente de conta bancária. Até porque felicidade tem a ver com estado de espírito, e dinheiro, com a vida material. Te dá meios pra ter uma vida mais facilitada, mas não promete felicidade.
Ser feliz é ser consciente que o seu caminho é sim, tortuoso, mas que você tem força pra lutar. Tem pessoas que você ama, que te amam e um mundo pelo qual vale a pena lutar. Vale a pena ser forte, ser o melhor possível. Se você for pra cama com essa certeza, pode saber que irá dormir tranquilo e feliz.
E para quem perguntou: sim, eu sou feliz. A frase do post tem a ver com mais uma queda minha. “Me levantei” pensando assim. É só mais um aprendizado no caminho. E eu tenho um sorriso no rosto, pois sei que tenho feito o melhor possível. E não o mais perfeito.
Desde que me entendo por gente, vejo alguns protestantes saudando uns aos outros com a frase: “Paz do Senhor, irmão”. Notava também que eles só faziam isso com os que eram da sua religião (e alguns, mais extremos, apenas com o da sua denominação, ex. Assembléia de Deus). Aí alguns de vocês podem perguntar: “COMO VOCÊ SABE, MEU!”, como já rolou num post antigo sobre educação aqui do blog. Simples, eu observo desde que me entendo por gente, mas assim tô voltando pro início e divagando já. Seria bonitinha a prática se não fosse extremamente preconceituosa. A “Paz do Senhor” só pode ser dada para os que já estão naquele grupinho fechado que é uma igreja ou religião (tão fechado que em algumas, os cultos são de portas fechadas MESMO. Acho isso tenso). E onde está o amor nisso tudo? Cadê o amor ao próximo?
Eu já acho tolice ter várias denominações. Para que? Sério, me digam. É uma querendo ser melhor que a outra, dizendo que quem é dessa vai pro céu, quem é daquela, não vai. Eu não sou de nenhuma, e estou muito bem, obrigada. Mas sei que muitos protestantes sérios se envergonham também de certos posicionamentos. Tem igreja que se sustenta mais por crendices e posturas sociais como eles querem que sejam do que pela Bíblia. Mas, né, tem “crentes” pra tudo. Eu fico passada com tamanho desamor. Desejar paz só pra quem é da sua religião é algo muito egoísta, não acha não? Pois eu sim. E tenho dito!
Postei ouvindo: Machu Picchu – Strokes (nada a ver com o tema, mas adoro essa música).