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Sobre pessoas e telefones celulares

by at 18:29 in Crônicas

Imagem We Heart It

Hoje eu voltava do estágio e do nada comecei a pensar em como é ruim a sensação de quando a gente perde celular ou é assaltada, enfim, fica para sempre sem acesso a ele. É uma sensação horrível, só sabe quem passou. E por mais que você compre um novo aparelho e mais moderninho, sempre vai sentir falta do seu celular.

Você conhece alguém, e com os acontecimentos selados pela convivência, vai se apaixonando. Vocês começam a namorar, e parece ser para sempre até que, por ironia do destino (ou da falta dele, tem pra todas as crenças) essa pessoa se vai. E a falta que ela faz fica ali por um bom tempo, talvez até pra sempre, pois o preço de deixar alguém levar um pedaço de nós é ficar com um pedaço desse alguém como lembrança. E lembrar bastante, mesmo que você tenha outros amores pela vida.

E você deve estar se perguntando “porque essa louca está falando de celular e do nada passa a falar de pessoas?’, não é? Calma, eu explico. É que o que observo em comum entre o que você sente pelos celulares (ou insira aqui qualquer outro bem do qual você não abre mão) e pelas pessoas que passam pela sua vida é o apego.

Apego é algo que quase todo mundo tem, por mais que negue. Simplesmente porque o novo assusta, e se sentir sozinha mais ainda. E quando você se apega a alguém ou a algo, geralmente se prende na ilusão de que não tem como acabar. Mas tem, e mesmo se iludindo você sabe disso. Então, porque se apegar ao contrário?

Se a gente vivesse menos essa cultura do apego, tudo seria menos sofrido. Claro que sempre vai doer perder aquilo que você tanto quis, mas se entender que tudo é passageiro fica bem menos doloroso, mais rápido pra ferida cicatrizar. E se nos apegamos a bens materiais, a pessoas é ainda mais grave porque elas nem sempre podem ou querem dar o carinho que damos em troca. E nem fique se enganando que elas te devem isso, pois não se pode solicitar essas coisas.

Eu não sei se algum dia iremos ser menos desapegados. Se vamos deixar pra lá o celular e o amor perdido. Enquanto não sei, vou refletindo…

A dificuldade de dizer eu te amo

by at 01:25 in amor, família

Imagem We Heart It.

Eu tento, me esforço, mas não consigo dizer que amo as pessoas que eu mais amo. E não estou aqui me referindo a amigos, amores (não que eu não os ame também). A esses eu sei dizer e das mais lindas e variadas maneiras, modéstia à parte. Mas falo de família. Mãe, pai, irmãos. Minha prima que ajudou a me criar. Será mesmo que santo de casa não faz milagre, assim como diz o ditado? Acho que não.

Eu não sei dizer, mas procuro uma forma de demonstrar. Nisso, mesmo sendo imperfeita (como todos, aliás), consigo ser bem melhor sucedida. Mas alguma coisa dentro de mim me pede pra dizer isso. Não que eu nunca tenha dito. Mas sou totalmente desengoçada nesse aspecto.

Concordo com gente que diz que atitudes mostram mais o amor do que meras palavras. Mas quero causar nas pessoas que mais amo e estão do meu lado até nos dias de perrengue, chatice e estresse a alegria de ser reconhecido. E eles são. Enunciar isso diretamente é que é uma tarefa nada fácil.

 

Pílulas de sentimento

by at 21:01 in comportamento

Eu me afasto, me isolo, me recrimino, tenho medo do que posso causar algumas vezes. Prefiro ficar de fora observando por vezes, ver quem é quem, quem está sendo falso, quem está sendo amigo sem eu nem pedir.
A vida muda muito em pouco tempo, parece bem instável, estresses do dia a dia, e o coração dilacerado que não quer sentir. Não.

E todas as vezes que há felicidade há o medo: sempre será igual? Nunca se sabe, né. Confiança, desconfiança, medo, fé, mil coisas. Sei lá.

Só sei que não era pra fazer nexo. Era só pra desabafar mesmo.

Tudo o que te deixa de escanteio

by at 14:40 in relacionamentos

Dias de absurdo. Amizades que às vezes, parecem não estar nem aí. Relacionamentos com base em aparências, no que outros vão achar. Hipocrisia. Vontade de te fazer sentir lá embaixo, a pior das criaturas, mas que – adivinha – não funciona!
Há pessoas que são mesmo patéticas. Que não se aguentam sozinhas em pé sem derrubar um outro. Esquecem que chamar alguém de inútil não te faz ser útil, não melhora em nada, não muda em nada, a não ser pra pior? Ah!
Eu realmente detesto certos momentos como esse. E confesso que sou rude quando isso acontece, mesmo. Porque não tenho obrigação de concordar com a maldade alheia. Que se danem, de verdade.
E não vou fingir que não me atinge. Antes que pareça contraditório, vou explicar: não me atinge no sentido de me fazer sentir a pior das criaturas, e sim de me revoltar e dizer: “quem você pensa que é, *****”, das mais íngremes maneiras.
Eu me vejo obrigada a rir diante disso, porque né, tem gente que ultrapassa o limite do ridículo. E quantos pra dizer que você errou com uma voz de “ah, tô sempre certo”? Vamos brincar de olhar um pouco pro próprio umbigo sujo, néah?

P.S.: Precisava escrever isso, numa boa.
P.S.2.: O Carnaval está MUITO bom. Mas às vezes preciso de momentos de desabafo, não importa se organizados ou assim, uma baguncinha como este.