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Amy Winehouse, descanse em paz

by at 22:52 in amy winehouse, música, perda

Até parece que foi ontem que eu achei, meio “por acaso”, o My Space de Amy e me via sendo apresentada a sua belíssima voz. Depois daquele dia, conheci mais sobre a vida e a música daquela que viria a ser a minha cantora preferida. Músicas e mais músicas ouvidas, admirando a sua voz belíssima, seu estilo soul/jazz e uma voz marcante que lembram as divas americanas do estilo.

Uma vez, ganhei um dvd da Amy de um antigo namorado meu – “I told you I was trouble: Live in London” e além das músicas que ouvia constantemente, vi uma apresentação belíssima ao vivo. Sem contar no documentário dos extras que sempre me fez chorar (imagine agora).

No início da tarde de hoje, iniciou o que pensamos ser boato sobre a morte da cantora no twitter. Logo depois, a notícia foi confirmada pelos principais jornais do mundo, e eu chorei. Realmente triste de perder aquela que pra mim, sobre exprimir como ninguém suas inseguranças e medos por meio das suas belas canções. Foi uma perda e tanto para o mundo da música.

E eu agradeço muito ter ido ao show dela aqui em Recife! Uma lembrança linda pra eu guardar pra sempre. Foi lindo, emocionante para os verdadeiros fãs que não se importavam com os deslizes dela, e sim em ver a sua essência, pois se compôs músicas tão cheias de alma, alguma coisa boa tinha ali dentro dela. Boa não, divina. O show, aliás, foi o melhor do Brasil. Foi lindo, e vai ficar guardado dentro de mim.

Fica em paz, Amy Jade Winehouse. Fã continua para sempre, e eu vou estar sempre saudosa, sempre ouvindo as melhores músicas da minha vida.

 

Como se fossem domingos

by at 04:37 in amor

Os dias passam bem devagar, e o vento frio exige o seu lugar. O amor, aquele que de longe não te cabe mais. Você sente isso. E como se uma obsessão te tomasse, a tristeza toma corpo. Ela vem, e fica. As mágoas, as feridas, estão ali. E o frio faz com que elas doam ainda mais.

Só de lembrar daquele verão, de sentimentos tão bons e puros… Momentos de pura felicidade. Como parecia bom ter encontrado alguém para partilhar de tudo que se vive, seja positivo ou negativo. Era alegria que não parecia ter fim, fazendo tudo se harmonizar. AMOR. Palavra tão pequena, suave, doce, mas que parecia agora ter todo o sentido. Divagações.

Essas eram lembranças de Camila, de um amor que não foi. Ou melhor, que deixou de ser. Desde a fuga daquele que resolvera outrora chamar de amado, todos os dias pareciam domingos: pesados, tristes. E com o inverno que chegava, o frio trazia ainda mais desalento. O amor desaparecera. O coração, gélido como aquele clima, só sabia chorar a dor da perda. E ela sabia que isso um dia iria passar. Quando e como, não se saberia. A certeza que tinha é a esperança de que tudo se tornasse indolor.

Este texto faz parte da tag ‘de quinze em quinze do blog depoisdosquinze.com‘ ;D

Top 5: canções tristes

by at 01:17 in música, top 5

Geralmente eu acho pouco conteúdo e lirismo em músicas sobre felicidade. As tristes são bem mais expressivas, ao menos pra mim. Resolvi fazer um top 5 das que mais me marcam hoje em dia:

1. Every now and then – Noisettes

Faz um certo tempo que me rendi aos encantos dessa banda londrina comandada pela vocalista Shingai Shoniwa. E essa música é a que mais me chamou atenção desde a primeira vez que ouvi. Curiosamente, ela diz muito do que eu quero dizer nos momentos de maior tristeza.
“Onde quer que você pare no caminho
Eu espero que o vento sopre você
De volta a minha vida
No fim da estrada
E ainda, as vezes eu escuto sua voz
Cantando suavemente para mim
Dentro de minha cabeça
E essa voz canta até que eu adormeça
E se estou apenas sonhando
Ninguem vai rasgar as cortinas?
Rasgar as cortinas.”
2. Rewind – Diane Birch

Com a matadora frase “But time won’t change the things unsaid” (Mas o tempo não vai mudar as coisas não ditas), comecei a pensar em como a vida pode mudar se não arriscarmos a fazer o que o coração nos manda. Diane Birch sabe o que e como dizer.
3. Love is a losing game – Amy Winehouse
Pessimista demais nas horas de felicidade, mas realista ao extremo na hora da fossa: assim são os versos de “Love is a losing game”, pra mim a melhor música da Amy. Nada como viver bem uma fossa, para superá-la por completo depois. E como essa música ajuda, viu.
4. Hole in my soul – Aerosmith

(o clipe não tá numa qualidade muito boa, mas é o que tem pra hoje é o único que encontrei)
Mais uma música que versa sentimentos sobre quem é maltratado por aquele que ama, e de Aerosmith não precisa se dizer muito, não é? Simplesmente amo essa música, e o CD que a contém (Nine Lives, o décimo e melhor disco da banda)!
5. Don’t forsake me – Duffy

Com a sua voz rouca e singularíssima, Duffy sabe como ninguém encantar com suas canções. E com o novo CD Endlessly, uma das que pra mim teve destaque foi essa. Composição de Albert Hammond, interpretada pela diva. Me identifiquei por falar de perdas que dizemos estarem superadas, mas que ainda estão, muitas vezes, intactas em nós.

Espero que tenham gostado, em breve mais Top 5.

P.S.: Há umas duas semanas eu estou trabalhando. Lá na UFPE mesmo, na Livraria Universitária pela manhã. Adeus, férias. Adeus, maratonas de séries de madrugada. Mas está sendo bem legal!

P.S.2: No fim de semana passado, fui à Porto de Galinhas com os queridos Dhú, Nívia, Guilherme e Rhaisa. Foi ótimo! Postei algumas fotos no meu flickr, confiram.

P.S.3: Dia 19 foi meu aniversário. Não fiz nada de extraordinário, acordei cedo, fui trabalhar, voltei pra casa. Recebi carinho de pessoas muito queridas, foi muito bom! E eu me dei um presente: registrei e hospedei meu domínio, o Despindo Estórias agora terá casa própria!! Mas só migro depois que tiver tudo pronto, é claro! :)

A vida está no ângulo que você quer enxergar

by at 15:12 in aprendizado, ego

Fuck isso, fuck aquilo. Às vezes, faço como algumas cantoras que gosto (Amy Winehouse, Kate Nash, Lily Allen[...]) e perco a cabeça com algo. Na verdade, isso acontece com muita frequência. Mas estou firmando minha crença no que muito escutei na EFE (é a Escola da Filosofia Espiritualista Raios do Amanhecer, da qual faço parte): tudo acontece na hora certa, por mais que achemos que algumas coisas quando combinadas são meras coincidências. Estava muito mal por achar que não ia sair no Carnaval, nem ver meu namorado (é essa minha mania de sofrer por antecipação), por não ter conseguido entrar no Tudo de Blog da Capricho nem passar na UFPE pra Jornalismo (as duas últimas foram os principais motivos de minha tristeza). Até que, mexendo nos livros do meu pai, achei um do Dalai Lama chamado “Palavras de Sabedoria”. Abri-o numa página aleatória, que dizia o seguinte: “Cada um de nós tende a ser condescendente consigo mesmo. Olhamos para nós mesmos com benevolência. Se alguma coisa de ruim acontece conosco, sempre temos a propensão de atribuir a culpa aos outros, ao destino, ao diabo ou a Deus. Nós nos recusamos a penetrar em nosso interior, conforme a recomendação de Buda.” Putz, o trecho certo na hora certa, exatamente o que eu estava precisando ler! Tudo a ver com o meu momento: com raiva do mundo, e tentando botar a culpa nos outros, mesmo sem querer. Agora vou ler o livro inteiro, me empolguei! Fiquei até mais feliz, as coisas de repente “se abriram” pra mim! Fui até um dia pro Carnaval do Recife Antigo…muito bom, ainda mais pra quem achava que nem ia sair! Mas preciso tomar muito cuidado pra não perder o que realmente é importante pra mim.