Tag: vida real


2013. Crazy mesmo.

by at 21:05 in Crônicas

Em tão pouco tempo, desde que o ano começou, muitas coisas improváveis e assustadoras aconteceram. Foi o papa renunciando, incêndios variados, o meteoro ferindo vários na Rússia, o Feliciano tirando os direitos de ser humano no Brasil, cada vez mais ataques aos homossexuais (principalmente por trás desses escudos chamados redes sociais) são frutos desse ano muito louco. Alguns desses fatos são, para nós, inéditos. Outros não são, mas estão ocorrendo com maior frequência. E apesar de tudo, não vejo nisso um fim, e sim uma transformação. O mundo anda tão arrogante que algo precisa acontecer pra nos mostrar que não gerenciamos tudo, não apertamos o botão de um controle remoto que “muda o canal” de tudo o que nos cerca. E por isso, às vezes temos de saber a hora de parar de agir de forma destrutiva. Estamos longe de sermos super-heróis. Estamos mais para anti-heróis de uma história que nem sabemos onde começa nem onde termina, se vai ter um “viveram felizes para sempre” ou se nem vai dar tempo dizer tchau. Nunca na vida convivi com tantas incertezas. Mas as mudanças nascem assim, nem sempre com tanta clareza.

E acho que por isso mesmo tudo mudou pra tão melhor: as mudanças são mais velozes, as pessoas tem mais valor, o reconhecimento pelas pequenas coisas e causas da vida parece me pôr mais sorrisos no rosto. Não há mais tempo pra esperar para começar a viver plenamente, pois a vida não permite ensaios: as tentativas já são pra valer. O universo conspira e não sabemos bem pra onde: depende da semente que cada um põe nesse chão chamado vida. Mas o chão é o mesmo, a confluência de todas essas sementes. De todos nós.

Então que sejam boas. E que mesmo pequenas, seu conteúdo seja forte.

P.S.: Esse post não tem a mínima pretensão religiosa ou fatalista. Apenas eu estou começando a ver o mundo e as coisas de outra forma.

Como um pássaro

by at 14:18 in Crônicas

love

Imagem retirada do We Heart It

Todo amor tem as suas transformações. De embrião, torna-se vivo em nós através do tempo, até acabar e virar saudade. Até virar lembrança. Ou não.

Tem amores que insistem. Que vivem mesmo com pouco oxigênio. Rarefeito o ar, amorefeito. Só assim pra explicar tamanha vivacidade. Insistem através das paixões, perpassam estas que são pequenos enganos. Distrações dessa roda chamada tempo. Tempo que pode te trazer de volta o que te tirou.

O amor testa sua paciência na distância, na mágoa, na dor, na falta de perdão. Mas tudo isso passa: perde-se pelo tempo. Não há distância que separe um amor de verdade. Não há milhas suficientes para separar. O amor que foi, é e sempre será. Vai em forma de pássaro, vai onde tiver que ir. Vai e não volta se preciso for. Vai e fica onde tem que ficar. De onde nunca deveria ter saído.

Amor é amor. Independente do clichê que possa parecer, do que eu possa ter dito antes, enfim: amor não morre. Amor é sim, eterno. Essas descobertas a vida me trouxe só agora e eu não tenho pudores de dizer que mudei de ideia. Ele ainda está lá, quase intacto. Porque amor é uma matéria que não se desintegra. E no que depender de mim, farei com que reviva em luz e esperança.

Meme: Laços de incentivo à leitura

by at 13:53 in leitura

 

Estava dando um tempo de memes, mas esse que a minha amiga e blogueira Ana Ligia me convidou pra responder esse, que achei muito bacana, pois eu trabalhei com crianças e estava sempre às voltas em como ensiná-las a ler e também a como fazê-las adquirir o gosto pela leitura. Então, foquei esse meme nelas, nas crianças. Depois eu posso até postar um para os adultos.

Regras:

1. Postar a imagem do laço no blog;
2. Indicar 10 blogs;
3. Avisar os blogs indicados sobre o Meme;

E depois, o último passo é:
Responder a pergunta: “Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?”

Poesia na varanda, de autoria de Sônia Junqueira e com ilustrações (liiindas) do Flávio Fargas, da editora Autêntica (e que foi um dos escolhidos de 2012 para integrar os livros da coleção Leia para uma criança do Itaú). Escolho esse livro porque, para fomentar o aprendizado da leitura ou apenas para despertar a paixão dessa atividade nas crianças, que às vezes é tão desvalorizada, é preciso escolher uma obra que realmente chame a atenção desse público.

Esse livro me chamou a atenção porque além de visualmente rico, ele fala sobre a poesia, que brota do chão, na forma de uma plantinha que vai se abrindo; que adquire a forma de uma gatinha, chegando de mansinho; pode ser uma canção; pode vir dos sons do mato, dos animais que ali habitam; pode vir como o brilho das estrelas; pode ser a tristeza; uma chuva; um amigo; e finalmente, como palavras (as informações em itálico são do livro).

Imagine uma criança lendo esse livro, que une profundidade à simplicidade? E tem o fato de que eu não tiro da cabeça que muita gente que não gosta de poesia é porque nunca foi devidamente apresentada à esse gênero, pois a paixão dificilmente se adquire por livros obrigatórios e excessivamente sérios logo de cara. Se a leitura for melhor trabalhada na infância, fica mais fácil encarar leituras assim na adolescência e mais ainda na vida adulta. É um processo, e leva um tempo.

O livro é lindo, e de fácil acesso. Então, leia ele para uma criança (duas, três, quatro…)! Faça ela gostar de ler, de poesia e de descobrir mais e mais histórias! Desses e de outros gêneros. Garanto que não é impossível melhorar o quadro de leitores que há no país pouco a pouco. ;)

P.S.: Não tem preço, depois de ler histórias para um aluno seu, ver eles trazerem livros pra te mostrar que tá lendo (e pra pedir pra você ler em sala, para todos). Acho que isso é o mais gratificante no ensino!!!!

Bem vindo, 2013

by at 00:51 in ano novo

Eu estava entre amigos, com um céu lindo e dois mares: de pessoas e de água salgada. Kid Abelha estava no palco, cantando músicas mais que marcantes. Quando a queima de fogos se iniciou, ao olhar pro céu eu via aquelas luzes e cada uma delas dava cor a algo que eu queria sentir em 2013. E os abraços, a felicidade compartilhada, a energia… Eu não estava em casa, não a que eu costumo morar. Mas me sentia em casa em cada abraço e cada sorriso. Em cada pensamento que 2013 me trouxe: eu quero e eu posso mais amadurecer atitudes nas quais eu já vinha trabalhando pra mudar. Isso, amadurecer atitudes. Porque a virada do ano em si não faz ninguém mudar nada, é apenas um segundo de diferença de um dia pro outro, de um ano pra outro.

Mas eu me senti plena ali, feliz, deixando tudo de ruim para trás. Ou o que foi possível deixar. E olhando para o céu, para a queima de fogos, pulando com os meus amigos gritando “feliz ano novo” e piadas internas nossa, percebi como o que eu tenho é rico. Tive perdas sim. Mas o que ganhei não tem preço.

E decidi que esse ano não terei resoluções formais. Eu tenho muitas coisas a realizar e sei quais elas são. Mas não vou me cobrar a ir riscando ou não uma lista imensa. As prioridades do coração não são tantas assim. Tem que ser devagar, de forma definitiva. Assim que dá certo.

Eu pedi por paz no meu último post de 2012, e com essa energia boa tenho tudo pra conseguir. Vai ser difícil, como todos os anos. Mas que venha em paz.

Feliz 2013 pra todos vocês!